quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Árctico pode deixar de ter gelo no Verão
Estudo do Observatório Geológico dos Estados Unidos indica que se podem repetir as condições climáticas do Plioceno Médio


Existem cada vez mais evidências de que o Árctico poderá ter de enfrentar épocas do ano mais quentes e sem gelo. Num artigo publicado na «Stratigraphy» é apresentado um estudo do Observatório Geológico dos Estados Unidos (USGS) em que se faz a comparação entre o clima do período do Plioceno Médio (há três milhões de anos) e o do futuro próximo.Os cientistas verificaram que durante aquele período o Oceano Árctico e os mares do Norte estavam muito quentes para suportarem verões com gelo. O período caracterizava-se por temperaturas amenas semelhantes às que estão previstas para o final deste século.
A temperatura nas águas do Árctico tem vindo a subir desde 1965, de forma mais notória desde 1995 e mais rapidamente desde o ano 2000, explica Marci Robinson, cientista do USGS e autora do estudo.No Plioceno Médio as temperaturas à superfície do mar no Árctico durante o Verão estavam entre os 10 e os 18 graus centígrados, enquanto actualmente andam à volta dos zero graus.Olhando para o clima de há três milhões de anos é possível ver diferentes padrões de distribuição de calor. Havia águas mais amenas nas latitudes mais altas, explica Marci Robinson."A falta de gelo no mar durante os verões do Plioceno Médio sugere que o derretimento do manto gelado do Árctico nos últimos anos pode ser um alarme que anuncia as mudanças mais significativas que se aproximam", acrescenta.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A AXILA NACIONAL

Aqui em Portugal, o mau cheiro das axilas, só acaba, quando sair um Decreto-Lei
Eduardo Lello - 24 Ago 2009 19: 28
Em Portugal, também devia ser proibido levantar os braços, nem que fosse por decreto-lei. Andar em transportes públicos,em hora de ponta, e em parques de diversão, como a montanha russa, etc., é um martírio... Principalmente no Verão, custa muito andar de metro, comboio, e nos carrocéis. Algumas axilas são insuportáveis, e para disfarçar o cheiro a suor, misturam ainda para agraver o cheiro, um desodorizante dos baratinhos, tipo "madeiras do oriente", que leva as pessoas que os rodeiam, quase a desmaiarem.O suor é um dos problemas que afecta a maioria das pessoas. Homem ou mulher, não há quem nunca tenha tido vergonha de levantar os braços, ou por cheirarem mal ou por terem aquela mancha horrível, mais conhecida por ¿ovo estrelado¿.Os locais mais propícios para o suor são as axilas (debaixo dos braços), as mãos e os pés.Felizmente, o suor das mãos não cheira mal. Já o dos pés¿ Vulgo chulé, ou "sulfato de peúga", esses odores, muitas vezes são equiparados a queijo da serra, e ele é muito amigo dos homens ! Sapatos apertados, andar sem meias ou com meias sem ser de algodão, calçado de qualidade duvidosa ou ténis sujos, podem piorar o cheiro. Ou então o cheiro é mesmo natural, independentemente da sua higiene. Já existem também desodorizantes para os pés. Por mais que tentem, nunca se vão livrar do seu amiguinho suor. Esta água que é libertada do seu corpo, tem uma razão de ser. Cada vez que o seu corpo aquece, ou seja, ultrapassa os 37ºC normais, a forma que o corpo tem para se auto refrigerar, é através do suor. Caso não transpirasse, o seu corpo atingiria uma temperatura muito elevada. Em relação ao cheiro, este varia de corpo para corpo, é claro ! O suor não tem cheiro. O que provoca o mau odor, são as bactérias que tem instaladas no seu corpinho danone. As axilas são a parte do corpo onde o típico ¿cheiro a cavalo¿ mais se realça. Dado ser uma zona húmida, é propícia ao aumento de bactérias. Agora não exagerem, e não passem a vida com os braços no ar. Em vez de secar as axilas, ainda seca a sua conta bancária, por ter que se tratar de um possível problema nos braços.O acto em si, pode ter origens em diversos factores. Calor, stress, nervos e outras situações que alterem o seu estado emocional, podem provocar o efeito ¿Miss T-Shirt Molhada¿. Atenção que aqui não se ganha o primeiro prémio.De certo que sempre ouviu dizer que para grandes males, grandes remédios. E até neste caso, para evitar os maus odores ! Esqueçamos o Brise. Existem produtos que evitam o mau odor do suor. Podem, no entanto, não o eliminar na totalidade, mas de certo que o vão ajudar.Devem ter em atenção o que compram e o que põem, debaixo dos braços. Não se esqueçam que as axilas são muitos delicadas, e como tal, o produto a usar não deve ser demasiado forte. Devem evitar as irritações na pele. Caso não se dêem bem com o seu desodorizante, experimente usar um da farmácia. Pode ser mais caro, mas pode ser mais eficaz. No entanto não se desmazelem, pois o efeito do desodorizante pode acabar quando menos esperaram. Mas o melhor remédio para as axilas e para os pés, é serem lavados com sabão azul e branco ou sabão macaco, ou com sabão clarim, que deixam a pele sedosa e lubrificada. Não há cheiros que resistam, nem há peles irritadas-
ABAIXO O SOVAQUINHO
Um parque de diversões em Thorpe, Surrey, no Reino Unido, proibiu os visitantes de levantar os braços quando andam na montanha russa devido ao mau odor nas axilas que pode incomodar as pessoas que estejam na mesma diversão.
De acordo com a «BBC», os próprios trabalhadores do parque oferecem desodorizantes aos clientes, para se precisarem, usarem antes de frequentarem as atracções do parque.
«Muitos clientes queixaram-se do mau odor que sai das outras pessoas quando frequentam as nossas diversões», explica o director do parque Mike Vallis.
«Não proibimos a entrada a pessoas que cheiram mal. Oferecemos desodorizantes e em casos extremos sentam-se em nos últimos lugares», acrescentou.
SÓ VÃO PARA O ESPAÇO SE A ESPOSA AUTORIZAR

Os astronautas chineses interessados em participar na próxima missão espacial da China, em 2010, terão de pedir permissão para viajar às mulheres. Caso estas não gostem da ideia, os aspirantes a astronautas têm que permanecer em Terra.
No entanto, esta não é a única regra que os chineses têm de cumprir. Segundo a BBC Brasil, os astronautas têm que cumprir uma lista de 100 regras, entre as quais, não ter mau hálito, cáries, cicatrizes (que podem reabrir no espaço) e odores corporais.
Segundo Shi Bing Bing, médico do hospital da Força Aérea chinesa em Nanjing, afirmou que estas regras permitem escolher «os melhores entre os melhores».
«Estes astronautas são vistos como super-seres humanos», afirmou Bing Bing.
O primeiro teste já foi realizado, sendo que apenas quando os outros três testes forem realizados é que o pequeno grupo de «taikonautas» será escolhido.
O médico alertou ainda os aspirantes que não serão admitidos caso exista registo de doenças graves nas últimas três gerações da família, assim como os que são alérgicos a medicamentos.
Outro dos requisitos é «aparência agradável e adaptável».
Adicionar vídeoANTES AS PROSTITUTAS QUE OS POLÍTICOS

Os chineses confiam mais nas prostitutas que nos políticos ou cientistas. É o que diz uma sondagem feita online e publicada pela revista «Insight China».
A sondagem mostra que quase oito por cento dos internautas consideram as prostitutas estão no pódio dos profissionais mais fiáveis. Melhor posicionados só mesmo os agricultores e os trabalhadores religiosos.
Os militares surgem em quarto lugar e os políticos vêm muito abaixo na lista, assim como professores e cientistas.
O jornal «China Daily», citado pela BBC, considera estes resultados «ao mesmo tempo, surpreendentes e embaraçosos».
A MANTEIGA ANTI SUICIDA

Trabalhadores chineses cobriram uma ponte de aço gigante com manteiga, por causa das filas de trânsito provocadas por quem abranda para ver outros a cometer suicídio, escreve o jornal «Metro.uk».
O governo de Guangzhou, no sudeste da China, ordenou aos trabalhadores que espalhassem manteiga em todas as superfícies da ponte.
O objectivo é evitar que as pessoas cheguem às extremidades da ponte e se atirem. As autoridades já tentaram de tudo, entre colocar guardas no local ou colocar cercas ou avisos a pedir às pessoas para não se suicidarem ali.
«Nada resultou. Então estamos a pôr manteiga nos lados da ponte e tem resultado muito bem. Ninguém pode subir para lá e quem tentar, acaba por cair», disseram as autoridades.

sábado, 29 de agosto de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

O FÓSSIL ROUBADO


Fóssil roubado em Vila Velha de Ródão

Classificado como geomonumento
A triste notícia chegou como as tempestades que têm assolado o país. Um dos 16 mais importantes geomonumentos do Geopark Naturtejo da Meseta Meridional foi roubado da Herdade da Coutada.
O alarme foi dado pela Presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, Maria do Carmo Sequeira, numa visita feita ao local no final da semana passada. A seu pedido, as autoridades policiais já se encontram a investigar esta importante perda de património regional, em vias de classificação como de importância Municipal.
Foi como se tivessem apagado da paisagem um castelo medieval raiano ou destruído um dos raros núcleos de Arte Rupestre do Tejo que ainda podem ser visitados.
Trata-se de um tronco fóssil pertencente à espécie Annonoxylon teixeirae (da família das Anoneiras, árvore que só existe actualmente a latitudes tropicais). O fóssil terá sido descoberto nos inícios da década de noventa na Charneca, associado a uma exploração mineira Romana e transportado para junto do Monte da Coutada, onde se encontrava visitável desde então.
Logo após a sua descoberta, a Associação de Estudos do Alto Tejo chamou a atenção para a necessidade de remover o tronco fóssil para o espaço público da exposição “Arqueologia do Ródão”, no Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento onde, aliás, chegou a ter lugar reservado no projecto arquitectónico.
Considerado por vários especialistas das universidades de Lisboa, Coimbra e Évora como património geológico, em 2005 foi proposta pela Naturtejo a sua classificação como Móvel de Interesse Municipal, justamente pela sua vulnerabilidade face a actos de vandalismo e roubo, processo que decorria entre a autarquia de Vila Velha de Ródão e a família Ferro.
A necessidade da sua protecção foi apoiada pela ProGEO-Portugal, a Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico, a qual apresentou um parecer à Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão em Maio do ano passado.
Este fóssil, com um valor comercial baixo, mas de inestimável e inegável valor patrimonial para toda a região, tinha uma idade superior a cinco milhões de anos. O tronco fóssil era o mais importante fragmento de sete encontrados até ao momento, todos possivelmente associados a uma mesma árvore que terá atingido em vida quase 20 metros de altura, e mais de 95 anos de idade.
O tronco petrificado roubado tinha quase 2 metros de comprimento por 1 metro de diâmetro, com o peso teórico de 15 toneladas. O que pressupõe que o roubo terá sido planeado com recurso a uma retroescavadora e a um pequeno camião.
A sua importância para compreender as alterações climáticas do passado tem vindo a reflectir-se no aumento do número de visitantes ao local, através dos programas educativos e turísticos do Geopark Naturtejo, que considerava este um importante geomonumento e recurso turístico.
No mesmo período em que se deu o roubo, investigadores do Geopark Naturtejo apresentavam um trabalho no primeiro número da Açafa Online sobre a importância dos raros troncos fósseis encontrados em Vila Velha de Ródão, apontando para aspectos preservados no fóssil agora desaparecido que ainda não eram bem conhecidos, mesmo a nível internacional.
Os cientistas e autoridades municipais e do Geopark Naturtejo temem que as fotografias apresentadas naquele artigo e tiradas no final de Dezembro sejam as últimas a relatar mais uma importante perda de um património que deve ser de todos.
Os investigadores do Geopark afirmam que o tronco fóssil da Herdade da Coutada faz parte do inventário nacional de geossítios sob a alçada do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e que, se não saiu do país, será fácil encontrar o tronco e punir os responsáveis pelo roubo e eventual comercialização do mais importante fóssil de Vila Velha de Ródão.
Por isso, se viu o fóssil que se mostra na fotografia não hesite em entrar em contacto com a Naturtejo: é propriedade de todos e das futuras gerações que está a ser usurpado pelo egoísmo do lucro de alguns!

AMAMENTAR FAZ BEM AO CORAÇÃO


Amamentar os filhos pode ser sinónimo, para as mulheres, de redução do risco de desenvolvimento de doenças cardíacas ou derrames.
Um trabalho da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos da América (EUA), revela que as mulheres que amamentam durante mais de um ano estão 10% menos propensas a sofrer destes problemas de saúde do que aquelas que nunca amamentaram. Segundo os investigadores, pode ainda reduzir em cerca de 20% os riscos da diabetes e do colesterol elevado e em 12% o risco de tensão alta.
O estudo americano envolveu 140 mil mulheres já no período pós-menopausa. Em média, essas mulheres amamentaram os seus bebés há mais de 35 anos.
Acredita-se que a redução do risco de doenças cardiovasculares ocorre porque, ao amamentar, as mulheres diminuem os depósitos de gordura no corpo. No entanto, os cientistas afirmam que o efeito é mais complexo e que a libertação de hormonas estimulada pela amamentação também tem um papel importante.
A pesquisa também verificou que amamentar reduz os riscos de cancro da mama e osteoporose.
O estudo foi publicado na "Obstetrics and Gynaecology".

DESCOBERTA NO ESPAÇO


Descoberto menor exoplaneta

Cientistas descobriram o menor exoplaneta que se conhece.
Os investigadores descobriram um planeta cuja massa é apenas o dobro do da Terra, o que fez dele o mais pequeno exoplaneta (planeta fora do nosso sistema solar) entre os 350 já identificados, segundo um comunicado da Eso, a organização europeia para a investigação astronómica desde o Hemisfério Sul.
Este planeta, baptizado "Gliese 581 e", foi descoberto graças a investigações conduzidas a partir do espectógrafo HARPS, ligado a um telescópio de 3,6 metros de comprimento da ESO instalado em La Silla, no Chile.

O BURACO DO OZONO ESTÁ MESMO A FECHAR


Buraco da camada de ozono pode fechar a partir de 2065

O buraco na camada de ozono sobre a Antárctida estabilizou a partir de 2000, mas ainda demorará décadas para se regenerar e fechar, o que pode ocorrer a partir de 2065.
Esta é a conclusão dada hoje à imprensa pelo climatólogo americano David J. Hofmann, da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA).
Apesar da estabilização, ainda não há sinais de uma recuperação sobre o polo sul, embora o especialista afirme que, caso continue a tendência actual, o buraco poderia começar a se fechar a partir do ano 2030.

NADA COMO UMA SESTA PARA MOTIVAR O TRABALHO


Engane-se quem pensa que a sesta é um hábito exclusivo dos “neutros hermanos”. Também na Dinamarca as empresas e o próprio Governo estão a reconhecer a importância deste momento de descanso, instituindo sestas remuneradas no trabalho.
A notícia é da TSF, que refere que, para além das 1800 empresas dinamarquesas que já pagam a sestas aos trabalhadores, há uma província do país onde os trabalhadores de turnos nas áreas da Saúde e Assistência Social vão passar a ter direito a 20 minutos de sono remunerado.
Esta acaba por ser uma experiência-piloto e, caso venha a comprovar-se a importância da medida para os trabalhadores, poderá vir a ser aplicada pelo executivo de Copenhaga em todo o país. A concretizar-se, esta será uma das acções destinadas a incrementar a motivação dos profissionais, que estão a ser levadas a cabo na Dinamarca no âmbito da flexisegruança.
Nas 1800 empresas do país que adoptaram a medida voluntariamente foram registados aumentos na rentabilidade e reduções drásticas de enganos, acidentes laborais, situações de cansaço e até faltas por problemas de saúde, conta a versão online da TSF.

E QUANDO CHEGAR A REFORMA?

Alguma vez pensou na sua reforma?

Apesar da poupança para a reforma ser um assunto na ordem do dia, dadas as limitações impostas pela sustentabilidade da segurança social, os portugueses pensam pouco na sua aposentação. Os mais felizes no trabalho são os que melhor planeiam o futuro.
Numa escala de 0 a 10, o índice de Consciência Reforma (ICR) médio dos portugueses é de apenas 10,4 pontos, conta o Expresso.pt, dando conta de um estudo promovido pelo Grupo Caixa Geral de Depósitos e levado a cabo pelos investigadores do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). Mas há ainda um número mais preocupante. É que, para 61% das pessoas o valor o ICR situa-se abaixo desta média.
Como pouco pensam no assunto, os portugueses também pouco poupam a pensar na reforma, indicia este indicador que pretende avaliar o equilíbrio entre a felicidade presente e a sustentabilidade a longo prazo, ou seja, depois da saída do mercado de trabalho.
Os profissionais mais felizes são aqueles que melhor planeiam a sua situação de aposentados, pelo menos de acordo com os valores medidos pelo ICR, o qual mede dados objectivos como a idade em que as pessoas começam a pensar na reforma e subjectivos como satisfação actual, comportamentos consumistas ou capacidade de poupança.
De acordo com o site do “Expresso”, o ICR foi calculado com base num inquérito a mil pessoas entre os 25 anos e os 60 anos, efectuado em Novembro e Dezembro de 2008.

A BATERIA DE TELEMÓVEL SUPERSÓNICA


Bateria para telemóvel que carrega em 10 segundos
Cientistas criaram uma bateria de lítio que pode revolucionar o mundo dos telemóveis. Precisa apenas de 10 a 20 segundos para carregar.
Esta nova bateria à base de lítio é capaz de armazenar e gerar uma maior quantidade de energia do que as actuais e é recarregada em apenas dez segundos --uma invenção que poderia revolucionar o mundo da telefonia celular. A bateria deve ser comercializada em alguns anos, segundo os investigadores responsáveis pelo projecto.
A invenção foi desenvolvida por Byoungwoo Kang e Gerbrand Ceder, dois cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que se dedicaram a melhorar o rendimento oferecido pelas baterias actuais através de um novo desenho dos canais encarregues de transportar a energia de um lado para outro da pilha.
Actualmente, as baterias de lítio oferecem um bom rendimento energético. Contudo, o seu ponto fraco é o baixo nível de potência em determinados momentos nos quais, por qualquer motivo, é necessário uma carga extra.
O facto é associado à lentidão com a qual os íões e os electrões do lítio circulam.
Por isso, os cientistas centraram os seus esforços em conseguir aumentar a velocidade de deslocamento dos iões, criando uma ferramenta capaz de distribuir a energia por cada um dos cantos do dispositivo.
Ceder explicou que isto permitiria carregar uma pequena bateria, similar à usada nos telemóveis, em apenas dez ou 20 segundos, o que "poderia ter muitíssimas aplicações práticas e poderia chegar a mudar nosso estilo de vida".
Kang e Ceder utilizaram como base o composto LiFePO4, usado frequentemente no fabrico de baterias. Após o cobrirem com uma mistura de ferro, fósforo e oxigénio, o composto foi aquecido, o que permitiu que os iões se deslocassem com rapidez.
Além dos dois pesquisadores do MIT, empresas de tecnologia já tinham revelado que trabalham no desenvolvimento de baterias e pilhas mais potentes e baseadas noutros elementos químicos, cujas durações de carga podem chegar até um mês.
Os resultados desta investigação foram publicados na revista “Nature”.

CIENTISTAS VÃO PODER LER A MENTE

O Centro de Imagiologia da Wellcome Trust divulgou um estudo segundo o qual é possível ler memórias espaciais através de imagens do cérebro. Para os investigadores este é mais um passo para que no futuro conseguirmos ler a mente das pessoas.
Uma equipa de cientistas do Wellcome Trust do University College of London registou as imagens da actividade cerebral de várias pessoas, tendo conseguido assim detectar as suas memórias espaciais.
O estudo foi feito com base nos processos mentais que os taxistas da capital britânica usam para interpretar os mapas da cidade e mostraram que é possível interpretar os sinais transmitidos pelos neurónios.
A nova descoberta vem juntar-se à conhecimento da importância do hipocampo na orientação dos indivíduos, assim como na memória e na imaginação de acontecimentos futuros. E fica agora comprovado que esta região cerebral grava também as memórias espaciais em padrões regulares.
Esta descoberta poderá ser importante para o tratamento do Alzheimer e outras doenças, mas como demonstra que é possível dizer o que uma pessoa está a pensar olhando apenas para a actividade cerebral, talvez abra caminho para leitura da mente humana.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

ALEMÃES VÃO FERTILIZAR O OCEANO

O Governo alemão deu hoje luz verde a uma missão científica de "fertilização" do oceano com nanopartículas de minério de ferro para avaliar o potencial de absorção de dióxido de carbono, como medida de combate ao aquecimento global.
"Depois de analisados relatórios de peritos estou convencida de que não há qualquer objecção científica ou legal à experiência LOHAFEX", diz um comunicado da ministra alemã da Investigação, Annette Schavan, referindo-se à utilização de minério de ferro para promover o crescimento de fitoplâncton (plâncton vegetal) que por sua vez consome e armazena dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases responsáveis pelo efeito de estufa.
A decisão de Annette Schavan interpõe-se a um diferendo entre os ministérios do Ambiente e da Investigação da Alemanha sobre as consequências e efeitos secundários da técnica de "fertilização", em que o Ministério do Ambiente alegava que a experiência entra em contradição com uma moratória sobre esse método de promover a absorção de CO2 aprovada na conferência da ONU sobre biodiversidade realizada em Bona em Mai de 2008.
O Convénio de Londres para a Contaminação Marítima e o Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas da ONU proíbem também práticas deste tipo.
A favor da experiência, o instituto de investigação polar alemão Alfred Wegener AWI - cujo navio oceanográfico Polarstern está envolvido no mapeamento do fundo oceânico a fertilizar - invocou uma cláusula da decisão da ONU que estipula que a moratória não se aplica a "projectos de investigação científica de pequena escala".
A experiência hoje aprovada pela ministra alemã prevê a "fertilização" de uma área de 300 quilómetros quadrados no Atlântico Sul com seis toneladas de nanopartículas de minério de ferro.
O AWI considerou ainda que a experiência LOHAFEX contribuirá para uma melhor compreensão do papel dos oceanos no ciclo do carbono e permitirá medir o efeito potencial das algas microscópicas do fitoplâncton no teor de CO2 na atmosfera.
O fitoplâncton - que se encontra na base da cadeia alimentar e representa uma parte importante da biomassa marinha - absorve CO2 como parte do seu metabolismo e, depois de mortas, as algas microscópicas acabam depositadas nos fundos marinhos como sedimento, onde o CO2 absorvido permanece armazenado.
A eficácia da "fertilização" dos oceanos com minério de ferro é, no entanto, posta em questão desde Abril de 2007 depois da publicação na revista científica Nature dos resultados de um estudo realizado ao largo das ilhas Kerguelen - no sul do oceano Índico, entre o cabo da Boa Esperança e a Antártida - que revelou que a utilização do minério de
ferro será entre 10 e 100 vezes menos eficaz que os processos naturais, uma vez que cerca de 90 por cento do ferro lançado acaba por se dispersar sem produzir os efeitos desejados.
Organizações ambientalistas têm também advertido para os potenciais, e ainda desconhecidos, efeitos secundários da fertilização dos oceanos com ferro, desde o impacto das nanopartículas nos ecossistemas marinhos até às reacções químicas entre o ferro e a água salgada que poderão dar origem a gases como o protóxido de Azoto (N2O) que tem um efeito de estufa muito mais grave que o CO2.
Em Dezembro de 2007, o navio dos Estados Unidos "Weatherbird II", da empresa Planktos, aportou ao Funchal depois de ter sido proibido pelas autoridades das Canárias de espalhar várias toneladas de minério de ferro em águas do arquipélago espanhol.
A Planktos tinha também sido já proibida pelo governo do Equador de fertilizar 10 mil quilómetros quadrados de oceano a 350 milhas das ilhas Galápagos com 100 toneladas de nanoparticulas de ferro.

TINTO É SINAL DE MAIS SAÚDE

E se beber dois copos de vinho por dia ajudasse a limpar as artérias sanguíneas e a prevenir ataques cardíacos? Um médico e vinicultor australiano pensou nesta hipótese e afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo, com características medicinais.
Philip Norrie, médico especialista em propriedades terapêuticas do vinho, dedicou os últimos três anos a observar pacientes que, segundo ele, morreram de doenças que poderiam ter sido prevenidas com um vinho medicinal. A fórmula consiste em adicionar doses extra de um polifenol antioxidante, mais conhecido por resveratrol, extraído da casca da uva, lê-se no site da BBC.
A cada litro de vinho, o médico junta até cem vezes mais resveratrol do que o habitual. Com esta dose adicional, a ingestão da bebida vai ajudar a limpar as artérias sanguíneas e a prevenir ataques cardíacos, derrames e até mesmo diabetes em 50%.
O poder do resveratrol
A substância já é conhecida por ajudar a combater ataques cardíacos, mas geralmente é usada apenas em reduzidas quantidades, que vão de três a seis miligramas por litro de vinho. Embora nesta bebida medicinal a dose seja bem maior, o médico garante que quem gosta de um bom copo de vinho não nota qualquer diferença no sabor.
"Os consumidores têm apenas de continuar a sua rotina, bebendo até dois copos, se forem mulheres, e entre três a quatro, no caso dos homens", explicou Norrie em entrevista à BBC. Quantidades excessivas "devem ser evitadas".
O MÉDICO PHILIP NORRIE
É um dos exemplos mais famosos da tradição australiana de médicos vinicultores, que existe há mais de 160 anos na Austrália. Norrie já escreveu oito livros relacionados com o vinho e a saúde. Actualmente está a trabalhar numa obra sobre a história do vinho na medicina nos últimos cinco mil anos.






PLANETA SEM MARCHA ATRÀS

Muitos efeitos nocivos das alterações climáticas são já basicamente irreversíveis. Mesmo que as emissões de dióxido de carbono sejam travadas, as temperaturas globais continuarão elevadas até pelo menos ao ano 3000.
A advertência é feita por uma equipa internacional de investigadores num estudo publicado na edição de hoje da revista norte-americana "PNAS" (Proceedings of the National Academy of Sciences).
"As pessoas imaginavam que se deixássemos de emitir dióxido de carbono (CO2), o clima voltaria à normalidade em 100 ou 200 anos. Isso não é verdade", afirma a principal autora do estudo, Susan Solomon, da Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA) dos Estados Unidos.
A investigadora define como "irreversível" uma alteração que permaneceria 1000 anos mesmo se os humanos deixassem imediatamente de lançar carbono para a atmosfera.
O estudo é publicado depois de o Presidente Barack Obama anunciar medidas para melhorar a eficiência dos combustíveis e a qualidade do ar, com a justificação de que o futuro da Terra depende da diminuição da poluição do ar.
Nomeadamente, Obama ordenou o reexame imediato da rejeição pela Administração Bush da decisão da Califórnia de impor normas mais estritas que as federais para reduzir as emissões de CO2 dos automóveis.
Na perspectiva de Susan Solomon, "as alterações climáticas são lentas, mas imparáveis", um argumento mais a favor de uma acção rápida, para que a situação a longo prazo não piore.
A investigadora, pertencente ao Painel Internacional para as Alterações Climáticas da ONU, assinala no estudo que as temperaturas subiram em todo o planeta e que se observam alterações nos padrões de precipitação em áreas em torno do Mediterrâneo, da África Austral e do sudoeste da América do Norte.
O aquecimento climático está também na origem da expansão dos oceanos, que deverá aumentar com o degelo na Gronelândia e na Antártida, segundo os investigadores. "Não creio que tenha sido entendida a escala a muito longo prazo da persistência destes efeitos", sublinha Susan Solomon.
O aquecimento global tem sido até agora travado pelos oceanos, porque a água absorve muita energia, segundo os cientistas, mas esse efeito positivo desvanecer-se-á com o tempo, já que os oceanos acabarão por devolver ao ar o seu calor acumulado, mantendo o planeta mais quente.
O estudo conclui que deixar o CO2 atingir 450-600 partes por milhão (ppm) terá por consequências quebras persistentes de chuva nas estações secas comparáveis à seca do Dust Bowl na América do Norte, nos anos 1930, em zonas como o sul da Europa, o sudoeste da América do Norte, a África Austral e a parte ocidental da Austrália.
Esta diminuição de precipitação, que persistirá durante vários séculos, terá consequências diferentes segundo as zonas geográficas, desde a diminuição da água disponível a uma maior frequência de fogos, alterações de eco-sistemas e maior desertificação, conclui o estudo.
Os outros autores do trabalho são Gian-Kaspar Plattner e Reto Knutti, do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, com sede em Zurique, e Pierre Friedlingstein, do Instituto Nacional de Investigação Científica, em Gif-sur-Yvette, França.
A investigação foi apoiada pelo Gabinete de Ciência do Departamento da Energia dos Estados Unidos.

O GENE DO CANCRO DA MAMA

Uma equipa de investigadores norte-americanos identificou um gene que desempenha um papel chave na propagação do cancro da mama e torna também os tumores mais resistentes à quimioterapia, segundo um estudo hoje publicado.
O gene, chamado Metaderina ou MTDH, está activo em 30 a 40% dos pacientes. Situado numa pequena região do cromossoma humano, este gene parece ser crucial para a formação de metástases, ao ajudar as células cancerosas a fixar-se aos vasos sanguíneos de outros órgãos do corpo.
A identificação do mecanismo genético envolvido na formação de metástases do cancro da mama poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos capazes de neutralizar a actividade do gene e reduzir a mortalidade.
"Neutralizar esse gene nos pacientes com cancro da mama permitirá atingir simultaneamente dois objectivos importantes: reduzir o risco de recorrência do tumor e ao mesmo tempo a sua disseminação noutros órgãos", afirma num comunicado Yibin Kang, professor de Biologia Molecular na Universidade de Princeton (Nova Jersey) e principal autor do estudo.
"Estas são, clinicamente, as duas principais razões pelas quais os pacientes atingidos por cancro da mama sucumbem à doença", acrescenta o investigador, cujo trabalho vem hoje publicado na revista 'Cancer Cell'.
"Não só foi exposto um novo gene responsável pelas metástases do cancro, como se trata também de um desses poucos genes cujo modo de acção preciso foi esclarecido", comenta Michael Reiss, director do programa de investigação sobre cancro no Cancer Institute de Nova Jersey e um dos co-autores do estudo.
"Esta descoberta permitirá desenvolver um medicamento capaz de neutralizar o mecanismo de metástases do cancro", considera. Os investigadores descobriram também que o gene MTDH poderá também explicar a progressão e propagação de outros tipos de cancro, como o da próstata.
O estudo foi financiado pelo Departamento da Defesa, os Institutos Nacionais de Saúde e a Sociedade Americana do Cancro.
Apesar de não ser dos mais letais, o cancro da mama tem uma alta incidência e uma alta mortalidade, sobretudo na mulher, sendo que apenas um em cada 100 cancros se desenvolve no homem.
Em Portugal, com uma população feminina de 5 milhões, surgem actualmente 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo diariamente quatro mulheres com esta doença, segundo dados da Liga Portuguesa contra o Cancro.

O AUTÊNTICO AMANTE DO RELVADO

Esta é mais uma história curiosa no mundo do futebol, e até com contornos de fantasia, não fosse o croata Dino Drpic ter ficado em 'maus lençóis'. A mulher do internacional croata revelou, numa entrevista televisiva, que o casal tinha feito sexo no meio do relvado do estádio do Dínamo de Zagreb.
Por isso, o futebolista de 27 anos, que já não estava a passar um bom momento no clube, devido ao seu alegado vício com o jogo, foi agora colocado na lista de transferências. A profanação do 'templo sagrado' do Dínamo foi o pretexto que faltava aos dirigentes do emblema croata para tentarem ver-se livres de Drpic.
"O Dino conseguiu que os funcionários deixassem as luzes do estádio acesas e finalmente satisfez o seu sonho de fazer sexo no relvado de um estádio de futebol. Foi uma coisa muito 'marota'", revelou Nives Celzijus, mulher do internacional croata.
A fantasia do jogador croata aconteceu poucos dias antes do encontro entre a Croácia e a Inglaterra, de qualificação para o Euro-2008, que a selecção britânica perdeu por 2-0.
A modelo e ex-coelhinha da "Playboy", de 27 anos, deu a entrevista ao canal sérvio para promover o seu livro intitulado "Gola Istina" - que significa "A verdade nua" -, mas acabou por complicar ainda mais a carreira de Drpic. O defesa actuou toda a sua carreira no Dínamo de Zagreb (201 jogos e 13 golos) mas terá de começar a procurar outras paragens para continuar no futebol profissional.
Já no verão passado Drpic preencheu muitas páginas da imprensa britânica devido a um caso relacionado com Madeleine McCann, a menina que desapareceu no Algarve. O casal passava férias na ilha croata de Krk, quando turistas britânicos tentaram levar o seu filho, de cabelo comprido louro, por pensarem tratar-se de Maddie. Contudo, a senhora que agarrou o filho de Drpic apercebeu-se do engano e pediu desculpa ao futebolista croata.